MAMOGRAFIA, ULTRA-SONOGRAFIA E RESSONÂNCIA MAGNÉTICA NA AVALIAÇÃO DA RUPTURA DE PRÓTESES MAMÁRIAS DE SILICONE EM PACIENTES ASSINTOMÁTICAS: ACHADOS COM CORRELAÇÃO CIRÚRGICA.


Anabel Medeiros Scaranelo
Departamento de Diagnóstico por Imagem Escola Paulista de Medicina - UNIFESP
São Paulo - Brasil

FIGURA 1. Mamografias de prótese do tipo gel de silicone apresentando contornos regulares com curvatura levemente ondulada (seta) - considerado achado normal.

FIGURA 2. Ruptura extra-capsular: irregularidade do contorno ínfero-medial e presença de nódulos de alta densidade (silicone livre) no parênquima mamário adjacente, caracterizando siliconomas. Achados considerados diagnósticos para ruptura na mamografia.

FIGURA 3. Ruptura extra-capsular: boceladura em quadrante superior de contornos não uniformes, lembrando um "cogumelo" com várias densidades radiográficas associadas (vistas com o uso do foco de luz branca forte). Achado considerado como suspeito para ruptura pela mamografia.

FIGURA 4. Prótese de silicone íntegra à ultra-sonografia. Conteúdo anecóico e homogêneo. Aspecto classificado como normal.

FIGURA 5. Calcificação da cápsula fibrosa à ultra-sonografia visibilizada como estrutura ecogênica focal linear na interface cápsula-parênquima. Aspecto com confirmação cirúrgica e mamográfica

FIGURA 6. Artefatos de reverberação na parede anterior da prótese visibilizados tanto com a utilização de transdutor de 3.5 mHz (A), quanto com de 7.5 mHz (B). Linha ecogênica isolada com disposição radial no interior da prótese corresponde a dobra do elastômero (seta). Aspectos ultra-sonográficos classificados como normais

FIGURA 7. Presença de bandas ecogênicas espessas atravessando a prótese de uma superfície a outra, associada a linhas ecogênicas descontínuas e finos debris também foram considerados como achados suspeitos para ruptura na ultra-sonografia

FIGURA 8. Ruptura intra-capsular: sinal dos degraus de escada. Corresponde ao elastômero rôto e colapsado disposto em camadas, assumindo aspecto característico pela ultra-sonografia. Considerado como achado diagnóstico para ruptura

FIGURA 9. Nódulos ecolucentes (granulomas de silicone) associados a áreas de sombra acústica "suja" adjacentes, características de silicone livre intra-parenquimatoso. Ruptura extra-capsular da prótese. Considerado como achado diagnóstico para ruptura pela ultra-sonografia.

FIGURA 10. Áreas de ruído ecogênico com limites imprecisos. Corresponde ao silicone livre no parênquima mamário. Considerado como achado diagnóstico para ruptura somente nas pacientes que não tinham história clínica de troca de prótese

FIGURA 11. Sinal do "linguine" na ruptura intra-capsular. Imagem de ressonância magnética no plano sagital, ponderada em T2. Achado considerado diagnóstico para ruptura

FIGURA 12. Ruptura extra-capsular. Sagital FSE-T2 evidencia contorno irregular e descontinuidade na linha de hipossinal que circunda a prótese, com presença de silicone livre no prolongamento axilar

FIGURA 13. Sinal da lágrima pela ressonância magnética (cabeças de setas). Achado classificado como diagnóstico para ruptura. O ponto de hiper-sinal correspondia a formação de bolha de vapor no interior da prótese direita. Encontrou-se extenso "bleeding" no achado operatório, sem evidências de perfurações no elastômero. Imagens adquiridas na sequência FSE-T2 .

FIGURA 14. Dobras do elastômero. Linhas de hipossinal pela RM em FSE- T2. Nota-se disposição radial característica (A). Dobra proeminente, ondulada, atravessando a prótese em toda sua extensão (B), podendo simular fragmentação do elastômero

Autora: Anabel Medeiros Scaranelo
Departamento de Diagnóstico por Imagem Escola Paulista de Medicina - UNIFESP
São Paulo - Brasil

Médica assistente do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Escola
Paulista de Medicina, UNIFESP.
Membro titular do Colégio Brasileiro de Radiologia e Sociedade Brasileira de
Ultra-Sonografia.
Membro da AIUM - American Institute of Ultrasound in Medicine ; ECR -
European Congress of Radiology; Sociedade Brasileira de Mastologia;
Sociedade de Ginecologia do Estado de São Paulo.
Doutora em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista
de Medicina - 1999
Mestre em Radiologia Clínica pela  Escola Paulista de Medicina - 1996
 Especialista em Radiodiagnóstico pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e
Associação Médica Brasileira - 1991
Estagiária do setor de Medicina Fetal na Escola Paulista de Medicina - 1991

AUTOR: Anabel Medeiros Scaranelo ORIENTADOR: Henrique Manoel Lederman CO-ORIENTADOR: Américo Ferreira Marques MEMBROS DA BANCA: Prof. Dr. Cláudio Kemp Prof. Dr. Nestor de Barros Prof. Dr. José Yoshiassu Tariki Prof. Dr. Hilton Koch Suplentes: Prof. Dr. Jacob Szjenfeld Profa. Dra. Vera Lúcia Aguillar DATA DE APRESENTAÇÃO: 26/04/1999 SERVIÇO OU DEPARTAMENTO: Departamento de Diagnóstico por Imagem ,Escola Paulista de Medicina - UNIFESP